
José Antonio Echeverría Bianchi foi um dos dirigentes revolucionários
mais destacados que a juventude cubana já teve e, muito especialmente, o
movimento estudantil universitário. Foi o primeiro filho do casamento formado
por Antonio Echeverría González e Conceoción Bianchi Tristán. Nasceu em 16 de
julho de 1932 em Cárdenas, Matanzas. Nesta mesma cidade viveu sua infância,
cursou os primeiros estudos e se bacharelou em Ciências.
Logo se mudou para La Habana e ingressou na Universidade onde cursou
Arquitetura durante os anos de 1950-51. A partir daí, alia seu pensamento ao
pensamento político-revolucionário e inicia suas lutas por uma Cuba
independente.
Com apenas 20 anos, já se caracterizava
pelo seu pensamento radical, revolucionário e anti-imperialista. Por sua firme oposição
aos grupos pacifistas e politiqueiros burgueses e pela convicção de que somente
a luta armada traria a libertação, Echeverría agrupou em torno de si
combatentes honestos e valorosos do movimento estudantil universitário.
Em setembro de 1954, Manzanita, como
era conhecido por seus amigos, é eleito presidente da Associação de Estudantes
da Faculdade de Arquitetura e organiza a FEU (Força Estudantil Universitária)
e, em 1955, voltou a ser reeleito para este cargo por sua decisão de luta,
valentia e maturidade política.
No fim deste mesmo ano, fundou juntos com seus companheiros o Diretório
Revolucionário, organização clandestina de estudantes para combater a tirania.
Este Diretório se converteu em uma das organizações mais representativas do
movimento estudantil cubano como setor social no campo de luta contra a
tirania. Sob a direção de Echeverría, as ações estudantis se intensificaram em
todo o país, cujas manifestações desembocaram em choques sangrentos com a
polícia.
Nos meados dos anos 50, Echeverría iria para o Chile participar de um
Congresso de Estudantes latinoamericanos e vários outros países aos quais
denunciou o regime de terror imposto à Cuba pela tirania batistina e divulgou
as ideias revolucionárias da juventude cubana. Em agosto de 1956, viajou ao
México para se encontrar numa reunião com Fidel Castro bem como Faure Chomón e
Fructuoso Rodriguez assim como outros dirigentes do Movimento 26 de Julho,
entre eles o Chefe de Açao e Sabotagem da província do Oriente, Frank País.
Esta reunião se realizou com o objetivo
de coordenar os planos de ação de ambas organizações com respeito à luta armada
que se efetivaria na Ilha a partir deste momento. A partir destas conversas
entre Fidel e Echeverría, foi escrito um documento chamado Carta do México ou
Pacto do México que constituiu passo de extraordinária importância na unificação
das forças revolucionárias que levariam a cabo o derrocamento do ditador
Batista.
Finalizado está reuniao no México, Echeverría, Faure, Fructuoso e País
regressaram a Cuba. Como consequência da intensidicacao das ações revolucionárias
nas cidades e para concretizar o Pacto do México, em 13 de Março de 1957, José
Echeverría junto com outros dirigentes do Diretório Revolucionário decidem
atacar o Palacio Presidencial e assim eliminar o ditador Fulgêncio Batista e
por outro lado tomar a emissora Rádio Reloj para divulgar os fatos. Neste dia
também, ao terminar a operação Radio Reloj, se dirigindo à Universidade de La
Habana, o carro em que se encontravam foi surpreendido por uma perseguição que
se desembocou num combate. No meio do tiroteio, morre José Antionio Echeverría.
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