domingo, maio 13

Panorama Pastoral de nossa Diocese: uma experiência de amor

Estamos muito felizes pelas graças que temos alcançado enquanto Diocese Missionária. Desde muito temos avançado em sabedoria, ação e graça. Apesar de pequena em número, somos infinitamente grandes em sonhos, desejos, esperanças e trabalho pastoral. Dois foram os fatos que ainda marcam nossa caminhada aqui em Goiânia: a abertura da Comunidade Joana D'Arc, que nosso Bispo carinhosamente nos arranjou e onde temos tido a oportunidade de partilhar das duas mesas (a da palavra e a da eucaristia) todos os domingos, enquanto família reunida, nos alimentando e nos fortalecendo para a missão. E a intuição sagrada de nosso diácono e missionário Rev. Luiz nos abriu uma frente missionária que muito nos tem feito refletir sobre nossa missão aqui em terras goianas.

A Comunidade Anglicana Joana D`Arc foi uma verdadeira teofania para nossa caminhada diocesana. A partir dela, pudemos sair do total anonimato e assumirmos nossa anglicanidade com mais empenho e carinho. Esta comunidade tem nos ensinado o valor da eucaristia, não simplesmente como uma repetição de rubricas, mas como uma verdadeira experiência de Comunidade. Os textos joaninos batem na tecla que revelar o Deus que nos ama é permanecer no que ele mais nos pede: amar. A permanência no amor é mais desafiante que o próprio fato de amar, pois permanecer no amor é reconhecer aos outros como amigos e não como servos, é ter a oportunidade de gastar sua vida com a do outro. E quem permanece no amor, de fato ama, ou seja, reconhece que Deus nos ama primeiro. Nossa Comunidade tem buscado fazer esta experiência de revelação joanina na permanência com os irmãos. É uma comunidade que, a cada dia, a revelação acontece na experiência da troca e da partilha, a compreensão fraterna autoexpressa este dado teológico. 

A Missão Dom Fernando, para nós, tem sido um aprofundamento teológico da própria compreensão do ser cristão. Há três sábados seguidos temos marcado presença no bairro Dom Fernando, periferia da Grande Goiânia, e temos tido a oportunidade de ver e sentir o que a teologia joanina tão bem prega: "amai-vos uns aos outros, porque o todo o amor vem de Deus". A presença em nossa Missão Dom Fernando tem nos ensinado que é justamente isso mesmo que acontece: não são eles que precisam de nós, mas somos nós que precisamos deles, já que todo o amor vem de Deus é lá nos sentimos amados por este Deus com cara joanina. A presença do sagrado é algo que nos tem impressionado em nossas visitas ao povo simples e desvalido de nossa Goiânia. O carinho e o amor com que temos sido recebidos nesse lugar, com sua simplicidade, tem nos feito repensar a fé a partir do olhar dos pobres, e feito ver na prática o que Carlos Mesters já havia dito: "os pobres são nossos mestres".

Enfim, nossa diocese tem motivos para se alegrar, tem motivos para sorrir, e tem motivos para agradecer. Deus tem nos amado muito através de nosso povo. Deus tem se revelado em cada experiência de amor e doação que temos nos surpreendido. Eu mesmo, Padre Victor, me surpreendo a cada instante com o modo que sou amado por Deus no rosto e na lágrima de nossas comunidades. Surpreendo-me como não precisamos de templos cheios ou verdadeiros shows ou expetáculos para percerber o que João ou sua comunidade sabiamente já nos alertou: amar aos irmaos é chegar ao conhecimento de Deus. Eu tenho  chegao ao conhecimento de Deus não pelos meus três anos de filosofia ou meus quatro anos de teologia, mas nesses últimos meses tenho experimentado Deus me amando quando sou amado por aqueles que eu já os havia enquadrado de ignorante da fé"

Que o rosto de Deus joanino, uma verdadeira teofania relacional do ágape, nos ensine a recompreender a fé recompreender a pastoral com a máxima: experimentar a Deus é deixar ser amado por ele!

Pe. Victor

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